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Notícia inserida em 06/06/2008 às 09:06 |
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| " CASA ONDE VIVEU E MORREU A VIRGEM MARIA EM ÉFESO - (TURQUIA) " |

Depois da morte de Jesus, intensificou-se a perseguição aos seus discípulos. O Senhor incumbira de cuidar de sua Mãe o apóstolo João que, cioso do mandato recebido, saiu de Jerusalém, juntamente com Maria, seguindo para Éfeso (atual Turquia) onde teriam mais segurança.
Nessa cidade, uma das maiores da época, João pregou a mensagem de Cristo e escreveu o quarto Evangelho. Tornou-se bispo da nascente comunidade cristã e, quando veio a falecer, foi ali sepultado; sobre sua tumba, o imperador Constantino mandou construir a Basílica de São João.
Sabia-se que a Mãe de Jesus residiu nos arredores de Éfeso até o fim dos seus dias, aos 101 anos de idade. Não se conhecia, porém, a localização da morada e da tumba de Maria. Em 1822, a vidente bávara, Catherine Emmerich, teve em um sonho a revelação desses locais.
Na década de 1890, seguindo as indicações da vidente - que nunca esteve na Turquia – especialistas procederam a escavações, sendo descobertas as ruínas de uma igrejinha construída na Idade Média e consagrada à Virgem Maria. Algumas paredes, contudo, estavam assentadas sobre outras, muito mais antigas. Foram encontrados também restos de cinzas de chaminé; testes de Carbono 14 comprovaram que tais vestígios datam do século I da era cristã e provêm da “Casa de Maria”.
Situada a 9 km de Éfeso, na encosta do Monte Bülbül Dagi (Monte Rouxinol), a 450m de altitude, a “Casa de Maria” está em um lugar tranqüilo, impregnado de fé e de santidade. À chegada, em um bosque, uma estátua da Virgem Maria dá as boas vindas às centenas de peregrinos que afluem durante todo o ano.
A “Casa de Maria” é uma edificação modesta, erguida a partir das paredes de pedra encontradas na escavação; foi mantida –e é claramente perceptível – a diferenciação entre as ruínas e a reconstrução. Ao lado de uma árvore centenária, uma pequena porta dá acesso ao interior. No primeiro cômodo, um altar singelo abriga a imagem da Virgem Maria; à esquerda, uma pintura bizantina retrata a Santa Mãe de Deus com o Filho nos braços. O ambiente é de silêncio e oração; ao fazer pedidos e render graças, podem-se acender velas em castiçais de ferro. A demora é pouca: um frade franciscano faz gestos para que nos apressemos, pois a fila de peregrinos não pára de crescer. Depois de passar por um segundo e um terceiro compartimentos, de dimensões exíguas, volta-se para o ar livre, à sombra das oliveiras.
Logo à frente, um mural se estende com milhares de pequenos papéis, contendo nomes de pessoas e preces à Virgem. Sob arcos de pedra há várias bicas de água. Em seus últimos anos de vida, a Virgem bebeu desse manancial. A essas águas e às cinzas da chaminé de sua casa são atribuídos milagres, testemunhados por “ex-votos” e jóias, ofertados por fiéis curados de câncer, paralisia, deformações ósseas congênitas e outras enfermidades.
A “Casa de Maria” foi declarada lugar de peregrinação pela Igreja Católica. Os papas Paulo VI e João Paulo II ali estiveram. A cidade mais próxima, com porto marítimo e aeroporto, é Esmirna (Turquia), a cerca de 65 km de distância.
(texto de Lena Castello Branco Ferreira de Freitas. Vide demais fotos relacionadas ao texto clicando em “Galeria de Fotos”)
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