Buscar: 
  Página Inicial   Área Restrita   Entre em Contato   Adcionar aos Favoritos  
 
Página Inicial  
     
 
 
  Quem Somos
  Lista de Membros
  Boletim Cultural
  Agenda Cultural
  Trabalhos
  Colaborações
  Notícias
  Eventos
  Sócios Correspondentes
  Sócios Honorários
  Biblioteca
  Conheça Trindade
  Galeria de Fotos
  Downloads
  Outros Links
  Contato
   Enquete
Qual sua opinião quanto ao nivel do ensino na rede pública?
  Excelente
  Bom
  Razoavel
  Ruim
 
   Agenda
SETEMBRO 2010
D S T Q Q S S
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30    
 
Você esta aqui: Trabalhos > Ver trabalhos
Trabalhos www.atleca.com.br
 
Médicos Goianos Nos Anos De 1960
Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado
 
Goiânia, tempos da lambretinha, anos de 1960. “A capital brotinho”, com quase trinta anos era uma jovem que nascia para o esplendor da vida, para o seu destino fulgurante de bela cidade, que hoje, já uma senhora de setenta anos, sente os primeiros percalços da velhice.
Uma cidade jovem, com uma população sempre crescente e sempre carente de recursos. O surgimento de Brasília no Planalto Central era um alento de que o exemplo de Pedro Ludovico Teixeira havia contaminado JK e que a interiorização da capital iria tirar o Estado de Goiás do marasmo em que jazia; sendo desconhecido de uma maneira geral no resto do país.
Na área da medicina, evidenciaremos que mesmo sendo uma jovem capital, Goiânia já florescia para ser referência nessa área para todo o Brasil como hoje se verifica. Destacaremos alguns profissionais do ramo médico que foram brilhantes naqueles longínquos anos, para que a poeira sepulcral do tempo não cubra tudo com o duro manto do esquecimento; promovendo um mapeamento geográfico dos médicos e hospitais na então Goiânia de cinqüenta anos passados, como suave lembrança de um tempo já quase perdido no esquecimento.
Para início de conversa, a capital era dirigida por um médico, Dr. Hélio Seixo de Britto (1909-2004), que atendia numa sala de seu histórico prédio denominado “Edifício Cidade de Goiás” na confluência das avenidas Anhanguera e Araguaia; eleito em 1960, vivenciando os difíceis anos que precederam, aconteceram e sucederam a Revolução de 1964, mas sempre ombreado pela sua digníssima e talentosa esposa, a escritora Célia Coutinho Seixo de Britto (1914-1994).
Um dos grandes feitos desse prefeito foi a liberdade administrativa da capital e os serviços de esgoto que tanto Goiânia carecia e que ninguém fazia porque “não apareciam, ficavam debaixo da terra, não eram obras vistas”. Para a saúde pública, esses serviços eram essenciais, bem sabia disso o médico e prefeito. Mais tarde, também, Goiânia foi administrada por outro médico, o trindadense Manoel dos Reis e Silva, já na década de 1970 e que atendia em seu consultório, situado na Rua 03.
Já estavam em pleno funcionamento, nessa ditosa quadra da história goianiense, as “Clínicas Santa Genoveva” que ofereciam “o mais arrojado plano hospitalar do Brasil”, segundo a sua propaganda de 1965. Havia, ali, o destaque para o Instituto de Fisioterapia, com atendimentos masculino e feminino, naquele então distante recanto da Avenida Concórdia, no Bairro Santa Genoveva, que homenageava a mãe do então médico e distinto intelectual, Dr. Altamiro de Moura Pacheco, um grande nome da medicina na nova capital de Goiás e que teve uma vida centenária.
Também, os importadores “Gervásio Hospitalar Ltda”, que funcionava na Avenida Goiás, dotava os hospitais e consultórios dos melhores aparelhos médicos da época, com instrumental cirúrgico e material ortopédico. Existia ainda nesse ramo a “Goiás Ortopédica” também na Avenida Goiás, especializada em ortopedia, com o diferencial do conserto de aparelhos.
Era presidente da Associação Médica de Goiás o Dr. Eduardo Jacobson, que trabalhava no Hospital Santa Lúcia, no tradicional bairro de Campinas, hoje chegando aos 200 anos. Este histórico hospital foi construído sobre os alicerces de uma antiga casa que pertencera, em épocas de antanho, na Praça Joaquim Lúcio, ao pioneiro Licardino de Oliveira Ney.
 Este ilustre paulistano, Dr. Eduardo Jacobson, nascido em Santos em 1916, viveu a sua juventude na Cidade de Goiás, onde estudou no Lyceu de 1930 a 1934. Fez o curso de Medicina na Universidade do Brasil do Rio de janeiro e também na Faculdade de Medicina de Niterói.
Em Goiás, fundou o Hospital Santa Luiza e foi professor da Escola de Enfermagem de Rio Verde e da Escola de Enfermagem do Hospital São Vicente de Paulo. Foi também professor da Faculdade de Medicina da UFG, sendo chefe do Departamento de Cirurgia, presidente da Associação médica de Goiás por três mandatos. Por seu trabalho de mérito, teve reconhecimento nacional.
Façamos, portanto, a geografia lírica, saudosista e sentimental dos médicos goianienses que, naquela ditosa quadra dos anos de 1960, atendiam a população da jovem cidade, concorrendo para que a mesma se tornasse hoje, um símbolo de talento e pioneirismo em vários ramos da medicina para o Brasil e para o mundo.
Nos eixos principais, Avenidas Goiás e Anhanguera concentravam grande número de clínicas e hospitais; o que hoje não mais se verifica em virtude do trânsito caótico e as dificuldades de estacionamentos. Mas estávamos nos anos de 1960.
Ilustres médicos, há cinqüenta anos, tratavam da gente goianiense em especialidades diversas, primeiramente na Avenida Goiás, poética e romanesca, com seus lampiões e bancos na ilha e nos canteiros centrais, com consultórios distribuídos em salas de edifícios, de numerações entre 8 e 98, ao longo da extensão da avenida pioneira. Havia ali o “Hospital Santa Luiza” onde trabalhavam diversos profissionais; dentre eles o Dr. Bruno de Oliveira Torres e Dr. Sebastião da Costa.
 No Edifício Vila Boa, evocando a antiga capital de Goiás, havia vários consultórios médicos, dentre eles o clínico geral, Dr. Carlos Borges. Nessa mesma rua, prestavam atendimentos os médicos Dr. Anuar Auad, inesquecível literato e prosador; grande dermatologista; as pioneiras da medicina goianiense, mulheres admiráveis, também atendiam ali: Dra. Neusa Aires; Dra. Dilair de Faria; Dra. Eleuse Soares Machado, pediatra; Dra. Dorothéia Costa de Almeida; Dra.Helena Garcia Hashigoshi.
Segue-se na mesma tradicional Avenida Goiás de outrora os médicos: Dr. Aldi Bezerra; Dr. Walter Massi; Dr. Agenor Lopes Cançado; Dr. Aldo Olmos Molina; Dr. Alfredo Paes; Dr. Alípio Gomes Bello; Dr. Geraldo Batista Alves; Dr. Doris Gramacho; Dr. Edmundo Machado Junior; Dr. Edson Monteiro de Godoy; Dr. Erondy Marques; Dr. Francisco Ayres, literato e membro da Academia Goiana de Letras; Dr. Jacy Pereira; Dr. José Cesariano Neto; Dr. José Normanha de Oliveira, literato e membro da Academia Goiana de Letras; Dr. José Rufino Costa; Dr. José Salun; Dr. José Seroni; Dr. Laerte Souza; Dr. Osvaldo Arraes; Dr. Paulo Morais Bittencourt; Dr. René Alfredo Arnês; Dr. Salim Gabriel; Dr. Sebastião Santana Faria; Dr. Virgílio Gondim e Dr. Jerônimo de Morais.
Na Avenida Anhanguera, trêfega e barulhenta, havia diversos consultórios e hospitais como o Hospital Rassi, onde atendia o Dr. Fued Taufic Rassi, o famoso e tradicional “Laboratório Unes”, dirigido por Dr. Sebastião Unes e Zuleica Martins Arruda Unes, funcionando no Prédio do Banco de Lavoura e Comércio, onde também atendia na área de otorrinolaringologia o Dr. José Maria da Veiga Jardim.
Seguem-se diversos consultórios que existiam naqueles tempos de cinqüenta anos passados: Dr. Sizelísio Simões de Lima Filho, cardiologista; Dr. Osvaldo Garcia; Dr. Jalles Martins Arruda; Dr. Edson Linch de Faria, no tradicional Edifício Inhumas; Dr. Altair Velloso; Dr. Antonio Carlos Curado; Dr. Benedito Soares de Camargo Junior; Dr. César Taveira; Dr. Custódio Reis; Dr. Dorival de Morais; Dr. Raul Rassi; Dr. Francisco do Carmo; Dr. Genserico Alves Vilarinho; Dr. Gentil de Aquino; Dr. Géorthon Rodrigues Philocreon; Dr. José Santos e Sá; Dr. Nacim Rassi; Dr. Octássio Correia Bittencourt; Dr. Valdemiro Saraiva da Cruz; Dr. João Almachio; Dr. Waldemar Silva Caldas; Dr. Wilson Santana Coutinho; Dr. Orlando Martins Arruda; Dr. Oswaldo de Godoy; e na área da psiquiatria um nome de relevo se destacava como José Arruda, ali na turbulenta Anhanguera seguido do  Dr. Geraldo de Souza.
Na Avenida Araguaia, onde se construía àquela época o Parque Mutirama mais abaixo, um dos mantos de Nossa Senhora Auxiliadora, existiam também clínicas e consultórios para várias especialidades, onde atendiam como médicos a pioneira Dra. Maria Natalina Sarto Frota; Dr. Aryone Povoa; Dr. Cyro Campos; Dr. Roberto Ruhman Daher; Dr. Francisco Ludovico de Almeida Neto, o nome máximo na fundação da Faculdade de Medicina da UFG nesta mesma década; Dr. Hugo Frota; Dr. Luiz Amazonas Teixeira; Dr. Nicean Serra Souza Campos; Dr. Wanderley Dutra; Dr. Paulo Afonso Guimarães; Dr. Custódio dos Reis e Souza; Dr. Iraídes Duarte; Dr. Ruffo de Freitas e Dr. Sebastião Marra Marques.
Já na Avenida Tocantins, com seus casarões em art dèco e o Teatro Goiânia, havia também a presença benfazeja da Santa Casa de Misericórdia que se abria como um manto de caridade, na esquina da Rua 04, com o busto de Dona Gercina a nos evocar o papel social e filantrópico da mulher.
Existia ali, nos idos dos anos de 1960, a Clínica Santa Mônica gerenciada por Dr. Samyr Helou. Também o consultório do Dr. José Peixoto da Silveira, literato, historiador, político, membro da Academia Goiana de Letras.
No fechamento do manto de Nossa Senhora com a Avenida Paranaíba havia a Clínica Santa Martha e diversos consultórios médicos como Dr. Lincohn Marques; Dr. Francisco Pilomia de Souza; Dr. Joviano Ribeiro; Dr, Linconhn Rocha; Dr. Tufy Cury; Dr. Colemar Moreira do Vale.
Nas ruas de numeração, na parte histórica de Goiânia, foi a Rua 03 na década de 1960 que mais concentrou número de consultórios médicos e clínicas. Notável foi a “Clínica Carlos Chagas” e os consultórios médicos de Dr. Wilton Adriano da Silva, urologista; Dr. Gilvan Carvalho que era especialista em diabetes; os gastroenterologistas Dr. Jamil Jorge e D. Jofre Marcondes de Rezende, assim como o famoso e temido Dr. Silvio Terra, endocrinologista que brigava com os gordos desobedientes ao seu regime.
Há espaço especial nesta rua para o Dr. Wilson de Carvalho, natural de Rio Verde e também ilustre pioneiro de Goiânia, com seu trabalho devotado junto à Santa Casa de Misericórdia, casado com a escritora e arquivista pioneira Marilda Fleury de Godoy Carvalho.
Também na Reumatologia o nome célebre era Jacob Gamarski que atendia nesta histórica Rua 03. Dr. Diogo Martinez; Dr. Edvard Santana; Dr. Gilvan Carvalho; Dr. João Mendonça Filho; Dr. Jorge Dourado; Dr. José Cassiano Neto; Dr. José Castro Barreto; Dr. José Chaves; Dr. Milton Barbosa Lima; Dr. Omar Carneiro; Dr. Régio Morais; Dr. Suhail Rahal; Dr. Ubirajara Oliveira Lopes; Dr. Ruy Brandão e Dr. Willian Barbosa.
Na Rua 04, lateral com a Avenida Anhanguera, do antigo Mercado Central da capital, também as atividades médicas foram intensas em tempos e antanho. Havia ali como ainda há o Hospital São Lucas, onde atendia o José Camillo de Oliveira, o Dr. Múcio Borges e o Dr. Simão Carneiro de Mendonça, esposo da pianista Belkiss Spencière Carneiro de Mendonça, nas proximidades da antiga Santa Casa de Misericórdia, hoje Centro de Cultura e Convenções, um elefante branco no centro de Goiânia.
Muitos profissionais da área da medicina atenderam naqueles distantes tempos na Rua 04, dentre eles, o Dr. Hugo Hélio de Azevedo, renomado médico que em Trindade abriu algum tempo depois o histórico “Hospital Trindade” até hoje em funcionamento, em parceria com seu irmão médico Dr. Alexandre Hermes de Azevedo. Nessa rua ainda atenderam Dr. Jurandyr Vasconcelos; Dr. Olintho Manso Pereira e o Dr. Wilson Craveiro de Sá.
Na Rua 05, antigo centro da capital, clinicava o Dr. Walter Pereira de Castro; Dr. Edilberto da Veiga Jardim, vilaboense ilustre, que era nos anos de 1960, quando faleceu, diretor da Maternidade Dona Gercina e atendia num consultório nesta rua.
Na Rua 07 existia a Clínica Infantil Menino Jesus, uma das pioneiras de Goiânia e havia muitos consultórios médicos na década de 1960, sendo que ali clinicavam dois pediatras famosos e reconhecidos Dr. Elias Helou; Dr. Fausto Valle, literato e médico; Dr. Clóvis Figueiredo; Dr. Geraldo Pedra; Dr. Geraldo Brasil; Dr. João Teixeira Álvares Junior e Dr. Joseph Hahari.
Já na Rua 08 existia a Clínica Radiológica de Goiânia, que durante muitos anos realizou trabalhos na cidade e região, de forma pioneira. Clinicaram ali vários médicos como o oftalmologista destacado, Dr. Dr. Ene Menicucci; Dr. Aloísio Ramos de Oliveira; Dr. Aristoclides Teixeira; Dr. Eumar de Almeida Britto; Dr. Buckner da Rosa Sampaio; Dr. Kemil Lauar; Dr. Lauro da Veiga Jardim; Dr. Luís Onofre Veloso; Dr. Mário Gilberto Curado; Dr. Naby Salum e o Dr. Doriocan Curado.
Na Rua 09, também muitos médicos trabalharam, atendendo à população de Goiânia, como o renomado ginecologista Dr. Delúbio Gomes Machado; Dr. Paulo Benedetti; Dr. Félix Grant; Dr. José Sócrates; Dr. José Urbano de Figueiredo; Dr. Raimundo Xerxes Melo; Dr. Rodovalho Mendes Domenici. Já na Rua 10, atendiam os médicos Corintho dos Santos Filho e na Rua 11 atendia o Dr. Jamil Jorge.
Seguindo a numeração das ruas, havia a Rua 14. Ali, funcionava o Pronto Socorro Infantil de Goiânia, que prestou grandes serviços à população, no abnegado trabalho de Dr. Anardino Nunes de Paula; Dr. Nelson Nader; Dr. Naur Guimarães de Souza; Na Rua 16, havia o consultório de Dr. José Arimathéia Silva; Dr. Mario Soares Pinheiro. Também na Rua 18, atendiam os médicos Dr. Ilídio Campos; Dr. Martiniano Rossi e Dr. Ruy Brasil Cavalcanti.
Na tradicional e histórica Rua 20, dos primórdios de Goiânia havia o ilustre e sempre lembrado Dr. Ramon Ramos, que fez história por seu talento e eficiência e deixou legado de sabedoria e competência ao filho médico de igual nome e igual especialidade, atendia como urologista na Rua 20, na Clínica Dom Bosco.
Nessa rua também atendiam os médicos Dr. Antonio da Costa Ferreira; Dr. Arnaldo Galvão de Vellasco; Dr. Domingos Viggiano; Dr. Ruy de Oliveira Rosa; Dr. Wilson de Mendonça. Dr. Guaracy Machado de Araújo.
Na pequenina Rua 22, que liga o Mercado Central ao Lyceu de Goiânia, havia o consultório/residência do Dr. João Augusto Perillo, onde convivia com sua esposa e escritora Maria Ferreira de Azevedo Perillo (Lilia).
Na Rua 23 existia o Hospital Santa Catarina onde atendia o Dr. Farjalla Sebba e que tantos serviços prestou a Goiânia em diferentes tempos. Nessa rua, atendiam os médicos Dr. Jonas Aiube e Dr. Wilson Sebba.
Já na histórica Rua 24, berço de tantos ilustres goianienses como Regina Lacerda, Amália Hermano Teixeira, Abel Soares de Castro e Antonio Geraldo Ramos Jubé, havia o consultório do Dr. Sebastião da Silva Caldas. Ainda, no raio do antigo centro de Goiânia, havia consultórios na Rua 55, do Dr. Jalles Arruda. Na Rua 61, consultório do Dr. Joaquim Neto Carneiro. Na Rua 70, havia consultórios do Dr. Francisco Peixoto; Dr. Isnard Machado; Dr. Lauro Neves de Araújo; Dr. Reis Silva Manata; Dr. Sérgio Ferreira dos Santos. Dr. Antonio Balduíno de Souza e Dr. Mário Rizério Leite, escritor e membro da Academia Goiana de Letras, na Alameda dos Buritis, que até então era ainda cercada de buritizais sussurrantes que nos lembram os versos de Leo Lynce.
O Setor Sul ainda era um bairro insipiente naquela distante década de 1960, mas já havia ali o Hospital Santa Helena, fundado pelo renomado médico Dr. José Fleury, de saudosa memória e a Maternidade Modelo, que já prestavam relevantes serviços na área da saúde.
No Hospital Santa Helena trabalhavam destacados médicos como Dr. Diogo Munhoz; Dr. Francisco da Cunha Bastos; o Dr. Jávier Puig Serra e o Dr. Juarez Barbosa Prudente; Dr. Joshihal Watanabe; Dr. Olímpio Heitor de Paula. Já na Maternidade Modelo, atendiam o Dr. Luiz Leonardo Borges; Dr. Murilo Bueno Brandão.
Também, o grande radiologista de Goiás nesse período era o Dr. Dimitry Novgorodcev, formado pela Faculdade de Medicina de Praga e da cidade de Recife, que atendia na Rua 86, em pleno Setor Sul, perdido ainda entre o cerrado. Também nesse bairro, Dr. Aristóteles de Paula Souza, na Rua 82; Dr. Diórgenes Silveira na Rua 84; Dr. José Vieira Filho, na Rua 87; Dr. Rubens de Moraes, na Rua 101.
Havia ainda outros Hospitais nesse trecho do centro de Goiânia como o Adauto Botelho, na saída do Setor Jaó, hoje desaparecido, onde atendia o Dr. Flávio Pires Filho; Maternidade Irmã Celina, onde atendia o Dr. Fernando Rodrigues da Costa; Hospital Santana, atendia a médica pioneira, Dra. Marly Martins Teixeira; Dr. Joaquim de Abreu Teixeira; Dr. Délio Senna; Dr. Waldir José Mendonça. No Hospital São José atendia o Dr. Edila Gustavo de Mello; Dr. Lizandro Vieira da Paixão e Dr. Orlando Machado de Araújo.
Aparecem ainda como nomes da medicina em Goiânia nos anos de 1960, os ilustres e sempre lembrados nomes de Dr. Afonso Honorato da Silva e Souza (do departamento de Endenias Rurais); Dr. Aldenor Alexandre de Souza (no edifício da Drogasil); Dr. Dr. Antonio Miguel da Silva (Hospital São Miguel); Dr. Aparício de Lima Junior (Hospital São Judas Tadeu); Dr. Bellarmino França (Edifício Banco de Crédito Rural); (Hospital Santana); Dr. Delfino Brasil (Ipase); nos ambulatórios do IPASE atendia o Dr. Hugo Brill; no Hospital Osvaldo Cruz atendia o Dr. José Magalhães; Dr. Luiz Gomes da Cunha – Rua 09-B pioneiro do aeroporto; Dr. Luiz Rassi – Clínica São Salvador; Dr. Mario Caetano Silva – Secretaria de Saúde; Dr. Mario Santana, na Rua 201 – Vila Nova; Dr. Moacyr Garcia – Hospital São Miguel; Dr. Múcio Borges Freitas – Hospital São Judas Tadeu; Dr. Nahim Elais Haum – Hospital São Jorge; Dr. Nicodemus Pereira – Centro da Saúde; Dr. Osvaldo Garcia – Avenida Oeste – Aeroporto; Dr. Raimundo Gomes Marinho – Quinta avenida – Vila Nova; Dr. Rosenval Alves dos Santos – Hospital Coração de Jesus; Rubens Miguel/Antonio Miguel – Hospital São Miguel; Dr. Ruy Esteves Pereira – Hospital Santa Clara; Dr. Tasso Mendonça – Hospital. Maria Auxiliadora.
Na especialidade de genicologia e obstetrícia aparecem as primeiras mulheres desta listagem dos anos de 1960, Dra. Maria Encarnação da Costa, que atendia no Setor dos Funcionários e Stela Augusta Garcia, uma das pioneiras do então Setor Aeroporto, na Avenida Oeste.
Na histórica campininha das Flores havia o Hospital Brasil Central na Avenida Benjamim Constant; o Hospital Ebenezer – Avenida Bahia; Hospital Santa Lúcia – Praça Joaquim Lúcio; Hospital São Miguel – Avenida São Paulo; Hospital e Maternidade São Judas Tadeu – Avenida Pernambuco. Atendiam nesse antigo bairro o Dr. Díbio Ludovico de Almeida (Praça Joaquim Lúcio); Dr. Djalma do Prado (Hospital Santa Rosa); Dr. Dulcídio Arantes Bueno (Rua José Hermano). Dr. Rubens de Morais na Avenida 24 de outubro; Dr. Rubens Miguel, na Avenida São Paulo, esquina com a antiga Quintino Bocaiúva, além do Dr. Benigno Lopes Fogaça, na Avenida Bahia e Dr. Francisco Linhares Filho na Rua Benjamim Constant, Hospital Brasil Central, onde também atendia o Dr. Joel Ivo Rosado. Dr. Willian Metran; Dr. Eduardo de Oliveira Britto (Avenida 24 de outubro); Dr. Goianésio Ferreira Lucas; Dr. Francisco Cardoso de Souza, trindadense, (Avenida Rio Grande do Sul); Dr. Gabriel Antonio Simão (Avenida Minas Gerais); Dr. Dr. José Quinan (Hospital Santa Lúcia); Dr. Juvenal Amaral – Rua Senador Morais Filho; Dr. Lincohn Motneiro – José Hermano; Dr. Manoel Cruz Marini – Av. Quintino Bocaiúva; Dr. Nagib Neme – Praça Joaquim Lúcio; Dr. Said Rassi – Hospital Santa Rosa; Dr. Thales Machado de Araújo – Rua Jaraguá. Dr. Eurípedes Heitor de Paula (Hospital Santa Lúcia); no Hospital Ebenezer atendia o dr. Newton Wiederhecker.
Foi também na década de 1960 que passou a funcionar a Faculdade de Medicina de Goiás pela luta do Dr. Francisco Ludovico de Almeida Neto. Em 12 de fevereiro de 1960, foram aprovados os dezesseis professores para a futura Faculdade, sendo eles, Javier Puig Serra, José Salum, Jarbas Doles, Willian Barbosa, Jorge Dourado, Francisco Ludovico, Luiz Rassi, Jonas Aiube, Georthon Rodrigues Philocreon, Geraldo Pedra, Francisco Ayres, Manoel dos Reis e Silva, Osvaldo Vilela Garcia, Alfredo Paes, Benedito Soares de Camargo Junior. Em 11 de dezembro de 1965 formou a primeira turma da Faculdade de Medicina da UFG, sendo patrono da turma do inesquecível Dr. Altamiro de Moura Pacheco. Estava consolidada assim a medicina no Estado de Goiás.
Nessa viagem evocativa e sentimental, carregada de sentimentos de pungente saudade, a geografia lírica e suave, recordando os médicos que, há 50 anos, contribuíram para que o nosso sofrido povo de Goiânia vivesse um pouco melhor.

A todos eles que lutaram pela preservação da vida, essa reverência histórica, para que os mesmos sejam preservados na memória goianiense no avançar interminável das gerações.

 
 
home | academia | acadêmicos | galeria de fotos | biblioteca | outros links | fale conosco
 
© Copyright 2008 - Todos os Direitos Reservados - Grupo SDI